Mulheres portuguesas longe dos centros de decisão

Apesar de mais presentes na investigação

18 dezembro 2009
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Apesar de estarem cada vez mais presentes na investigação científica, as mulheres portuguesas continuam afastadas dos centros de decisão, revelou Graça Miguel, a primeira e única professora catedrática de Química da Universidade de Coimbra (UC), à agência Lusa.

 

Graça Miguel fez referência a diversos estudos e livros publicados na Europa e Estados Unidos "que provam que as mulheres estão afastadas dos centros de decisão", dando como exemplo os Prémios Nobel.

 

Dos 13 laureados em 2009 com os prémios da Academia Sueca apenas cinco foram mulheres, e os seus prémios foram na área da Literatura, Química, Medicina e Economia.

 

Contudo, em anos anteriores, o número de mulheres que venceram os Prémios Nobel foi ainda menor. Em 2005 e 2006 nenhuma mulher venceu o prémio, em 2007 uma mulher foi premiada com o Nobel da Literatura e em 2008 uma mulher recebeu o Nobel da Medicina.

 

"As mulheres cientistas estão numa fase de evolução, mas ainda não estão em igualdade com os homens", revelou a professora catedrática.

 

A nível mundial Graça Miguel estima que o número de mulheres cientistas ronde os 3% no total, mas quando questionada sobre a situação portuguesa, observou que faltam dados e trabalhos publicados "que traduzam a responsabilidade das mulheres" na Ciência.

 

"Mas basta ver quantas mulheres são reitoras ou quantas são directoras de faculdades", acrescentou. "Nos professores catedráticos dominam os homens, em Coimbra o departamento de Química existe há muito tempo, mas eu sou a primeira mulher catedrática... e a única", acrescentou a docente, de 60 anos de idade.

 

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