Mulheres não tentam dividir tarefas domésticas...

...mas as mentalidades estão a mudar

10 março 2005
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Mais de 80 por cento das portuguesas não procuram dividir igualmente as tarefas domésticas com o cônjuge e uma em cada cinco considera indesejável a igualdade em matéria profissional, segundo um estudo do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa.
 

 

Intitulado «Famílias no Portugal Contemporâneo», o estudo, disponível na Internet, baseia-se num inquérito por questionário aplicado em 1999 pelo Instituto Nacional de Estatística a uma população-alvo de mulheres portuguesas entre os 25 e os 49 anos a viver na conjugalidade.
 

 

Efectuado por vários investigadores do ICS entre 1997 e 2005, o trabalho conclui que, no que respeita aos «valores da conjugalidade», apesar de se assistir a uma modernização, ainda há «uma proporção considerável de mulheres» que assume posições conservadoras. Uma em cada três não defende um ideal de igualdade na divisão do trabalho doméstico, também uma em cada cinco acha que a igualdade em matéria profissional não é desejável. E 82 por cento não procuram dividir igualmente as tarefas domésticas com o cônjuge.
 

 

Apesar das mulheres que ainda assumem posições conservadoras em relação à «instituição» casamento e aos papéis do homem e da mulher na relação, o estudo revela que existe um «movimento tendencial da instituição para o companheirismo». Ou seja, diz o documento, as mulheres dão cada vez menos importância «a factores de regulação externa», como a pressão das normas instituídas para o casamento.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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