Mulheres morrem mais que homens por Doença Cardiovascular

Opinião da especialista Maria João Ferreira

17 janeiro 2008
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A mulher morre mais do que o homem de Doença Cardiovascular e estudos mais recentes acentuam esta realidade, arredando o "mito" de que era entre os homens que surgiam mais vítimas.
 

 

Maria João Ferreira, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que proferiu esta semana uma conferência sobre o tema numa clínica da cidade, refere que a mortalidade na mulher se revela a partir da menopausa, depois dos 45-50 anos, e está associada a oscilações hormonais. O "mito" de que o homem morria mais do que a mulher com doenças cardiovasculares está ligado ao facto de no sexo feminino se revelar 10 anos depois, referiu a docente.
 

 

Para a especialista, a importância da Doença Cardiovascular na mulher foi reconhecida recentemente, e em cada estudo são evidenciadas novas questões, nomeadamente que "não está ligada ao conceito de Doença Coronária Obstrutiva", tal como acontece com mais notoriedade nos homens. Tal evidência vem condicionar o resultado dos exames complementares de diagnóstico, como são a prova de esforço, a cintigrafia de perfusão miocárdica ou mesmo a coronariografia", acrescentou.
 

 

Também a nível terapêutico, e nos meios complementares de diagnóstico, a doença na mulher exige outro tipo de abordagem, em resultado da investigação e também pelo facto de os testes a novos fármacos passarem a incluir mais elementos do sexo feminino a partir dos 45 anos.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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