Mulheres morrem mais na sexta-feira 13

Estudo finlandês identifica relação perigosa entre superstição, ansiedade e acidentes na estrada

16 dezembro 2002
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Pode parecer bruxaria, mas uma análise realizada na Finlândia sobre os acidentes na estrada, revelou que as mulheres podem estar mais propensas a morrer devido a acidentes de trânsito em sextas-feiras dia 13 do que em outras sextas.
 

 

No entanto, o mesmo padrão não foi verificado entre os homens, que não estavam mais propensos a morrer devido a um acidente de trânsito na sexta-feira 13 do que nas outras sextas-feiras, disse o autor da pesquisa, Simo Nayha, da Universidade de Oulu, Finlândia.
 

 

Stuart A. Vyse, da Faculdade de Connecticut, em New London, alertou que a razão do aumento nas mortes entre as mulheres não pode ser atribuída ao facto de que a sexta-feira 13, segundo a superstição, é um dia de azar.
 

 

Segundo o investigador, estudos anteriores já tinham demonstraram que as mulheres tendem a ser mais supersticiosas do que os homens. E a superstição de que algo de mau vai acontecer nesse dia pode criar ansiedade em algumas mulheres, prejudicando a habilidade da condução e levando ao que mais temem que possa acontecer.
 

 

Na verdade, esses resultados demonstram o mal que pode resultar da crença ou mito que a sexta-feira 13 é um dia de azar, avisa Vyse. O aumento do número de mortes de acidentes de viação entre as mulheres na sexta-feira 13 «é um claro efeito negativo de ter ouvido esses tipos de superstições». E adverte: «Ao que parece isso pode matar».
 

 

Para Nayha, em declarações à Reuters, o aumento das mortes pode estar relacionado com a ansiedade. Mas alerta, no entanto, que o novo estudo não avaliou se as pessoas sentiam mais ansiedade no dia 13 em comparação a outras sextas.
 

 

Nayha analisou arquivos nacionais que catalogavam o dia em que as pessoas morreram e a causa de morte para sextas-feiras, entre 1971 e 1997. Descobriu então que as mortes entre os homens não pareceram aumentar no dia 13 em comparação com outras sextas-feiras. Mas, para as mulheres, o risco de morte no trânsito foi 63 por cento maior nesses supostos dias de azar em comparação com as outras sextas-feiras.
 

 

Os investigadores também tiveram em consideração a condição do tempo e outros factores que poderiam ter afectado os resultados. No geral, 82 homens e 41 mulheres morreram em sextas-feiras 13 e 2.423 homens e 789 mulheres morreram em outras sextas-feiras, de acordo com o estudo publicado na edição de dezembro no American Journal of Psychiatry.
 

 

Algumas superstições parecem inofensivas - como acreditar que um trevo de quatro folhas ou uma estrela cadente trazem sorte -, segundo Vyse. Mas aquelas que sugerem mal ou azar podem ter consequências desastrosas, como indica o novo estudo.
 

 

A melhor forma de impedir que as pessoas criem uma profecia nos dias de azar é não passar essas superstições aos outros e tentar demover quem já acredita nisso, segundo Vyse.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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