Mulheres mais instruídas com maior acesso a Terapia Hormonal de Substituição

Estudo da Faculdade de Medicina do Porto

12 setembro 2006
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As portuguesas com mais anos de instrução, de gerações mais novas e de classe social mais alta têm maior acesso a Terapia Hormonal de Substituição (THS) para combater os efeitos da Menopausa, segundo um estudo dos investigadores Henrique Barros e Raquel Lucas, do Departamento de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto.
 

 

São as mulheres inquiridas nascidas depois de 1950 quem mais diz alguma vez ter tomado THS (37%), em contraste com apenas 18% da geração que nasceu entre 1930 e 1939. Um quarto das inquiridas - a amostra foi de 853 mulheres, com uma média de idade de 62 anos, questionadas na cidade do Porto entre 1998 e 2003 - disse ter usado a terapia nalgum momento das suas vidas. São as mulheres com empregos "de colarinho branco", com sistemas de saúde privados que mais recorrem a esta medicação - representam 40% do total das utilizadoras. Nas domésticas as THC apenas são usadas por 17% das inquiridas; e não vai além de 23% a percentagem de mulheres que apenas têm acesso ao sistema público de saúde e afirmam usar THC.
 

 

"Um dado preocupante", segundo Henrique Barros, é o facto de a maioria das mulheres inquiridas que fizeram Histerotomia não usar terapia de substituição. "É impressionante que a proporção de uso de THS em mulheres que tiraram os ovários seja igual à das que não fizeram a operação". Só 30% usa a medicação, "o que quer dizer que 70% das mulheres sofreram desnecessariamente [os sintomas da Menopausa]".
 

 

Fonte: Público
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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