Mulheres mais baixas têm gravidezes mais curtas

Estudo do Centro Colaborativo de Investigação de Prematuridade de Ohio

21 agosto 2015
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As mulheres mais baixas têm gravidezes mais curtas, bebés mais pequenos e um maior risco de parto prematuro, defende um estudo realizado pelos investigadores do Centro Colaborativo de Investigação de Prematuridade de Ohio da Fundação March of Dimes, nos EUA.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram 3485 mulheres nórdicas bem como os seus filhos tendo constatado que a altura materna, que é determinada por fatores genéticos, ajuda a modelar o ambiente materno, influenciando a duração do parto e a frequência da prematuridade. Por outro lado, o comprimento e peso à nascença são maioritariamente influenciados pelos genes transmitidos.
 
A nível mundial, nascem cerca de 15 milhões de bebés prematuros e mais de um milhão morre devido a complicações associadas ao parto prematuro. Os bebés que sobrevivem a um nascimento prematuro enfrentam problemas de saúde graves e permanentes como problemas respiratórios, icterícia, perda de visão, paralisia cerebral e atrasos intelectuais.
 
“Um dos principais objetivos da rede nacional de March of Dimes de investigação da prematuridade é identificar genes que regem o crescimento fetal e a duração do parto. O facto de a altura da mulher influenciar a duração da gestação, independentemente dos genes que transmite e que determinam o tamanho fetal, é um achado importante”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Joe Leigh Simpson.
 
De acordo com a presidente da March of Dimes, Jennifer L. Howse, esta nova descoberta acrescenta uma pequena peça à compreensão do grande puzzle que é o parto prematuro.
 
“Os nossos resultados demonstram que a altura da mulher tem um impacto direto na duração da sua gravidez. A explicação para este facto não é conhecida, mas pode depender não apenas de genes desconhecidos, mas também da dieta adotada pela mulher ao longo da vida e do seu meio ambiente”, conclui um outro autor do estudo, Louis Muglia.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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