Mulheres idosas em maior risco de úlcera péptica devida a aspirina

Estudo publicado no “World Journal of Gastroenterology”

22 abril 2010
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A aspirina de baixa dosagem aconselhada como meio de prevenção da doença cardiovascular tem as vantagens de ser de baixo custo e de ter uma acção antiplaquetária prolongada, mas foi associada ao dobro do risco de hemorragia gastrointestinal, mesmo em doses tão baixas quanto as de 75 mg por dia.

 

O estudo agora publicado no “World Journal of Gastroenterology” sublinha o facto de não terem sido bem estudadas as diferenças de género nas manifestações clínicas da lesão da mucosa gastroduodenal associadas ao uso de aspirina de baixa dosagem.

 

Neste trabalho, a equipa de investigadores analisou os factores clínicos da úlcera péptica associada à toma de aspirina em 453 pacientes sob tratamento (298 homens e 155 mulheres) que se submeteram a uma endoscopia digestiva alta no Hospital de Hiratsuka, no Japão, entre Janeiro de 2003 e Dezembro de 2007.

 

Os resultados indicaram que, em ambos os sexos, o historial anterior de úlcera péptica constituía um factor de risco para a úlcera péptica associada à toma de aspirina. Contudo, em comparação com os homens da mesma idade, as mulheres com mais de 70 anos corriam um risco maior de apresentarem úlcera péptica, tendo a relação entre a toma da aspirina e o período de tempo decorrido até ser feito o diagnóstico da doença sido mais curto do que o registado nos homens.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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