Mulheres e jovens têm maior risco de cicatrizes patológicas por queimadura

Estudo apresentado na revista “Archives of Plastic Surgery”

27 março 2008
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A cicatrização anormal depois de uma lesão ou queimadura depende de diversos factores, mas é mais provável que ocorra em pacientes jovens e do sexo feminino, segundo um estudo italiano publicado na última edição da revista “Archives of Plastic Surgery”.
 

 

Uma equipa da Universidade de Turim analisou históricos clínicos de 703 pessoas tratadas numa clínica ambulatória para queimados entre 1994 e 2006. Desses pacientes, 540 (77%) tinham cicatrizes anormais, incluindo 310 (44%) com cicatrizes hipertróficas (alargadas), 34 (5%) com cicatrizes contraídas que reduzem a longitude do tecido, e 196 (28%) com cicatrizes hipertróficas e contraídas.
 

 

Os investigadores descobriram que havia mais probabilidade de ocorrer cicatrização anormal (patológica) em pacientes que eram mais jovens, do sexo feminino, que tinham sofrido queimaduras no pescoço e nos braços, que tinham sido submetidas a várias cirurgias, ou tinham recebido excertos de pele.
 

 

Os cientistas notaram que as mulheres apresentaram um maior risco, tanto de cicatrização anormal, como da maioria de doenças relacionadas com a imunidade, entre elas Lúpus e Artrite Reumatóide.
 

 

Também são as pessoas mais jovens que têm um sistema imunitário mais activo e maior probabilidade de desenvolver cicatrizes anormais decorrentes de queimaduras.
 

 

As descobertas deste estudo poderão ajudar, no futuro, os médicos a melhorar os resultados da cicatrização dos pacientes queimados.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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