Mulheres deixam de amamentar quando estão deprimidas...

...e muitas por regressarem ao trabalho

07 julho 2003
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O regresso ao trabalho ou à escola e as depressões levam muitas mulheres a pôr um ponto final na amamentação. Esta prática saudável pode, todavia, esticar-se quando as condições laborais se alteram ou há encorajamento médico, sustenta um estudo das universidades de Harvard e da Califórnia, de São Francisco, ontem divulgado pela Reuters.
 

 

Os mais diversos organismos pediátricos recomendam a amamentação pelo menos até aos seis meses, dado que o leite materno é bastante nutritivo e oferece protecção contra múltiplas doenças. De acordo com a investigação americana, que envolveu 1163 parturientes, a maior parte das mulheres deixa de dar o peito nas primeiras quatro semanas. Apenas 21 por cento mantêm a prática às 24 semanas.
 

Os motivos variam, mas é possível agrupar explicações.
 

 

Segundo o estudo, publicado no jornal «Pediatrics», cerca de 87 por cento das mulheres que param nas primeiras semanas fazem-no por entenderem que não têm leite suficiente ou porque sentem dores fortes ou acham que os filhos estão com dificuldades em levar a sucção a bom porto. A razão mais comum para abandonar a amamentação por volta das 12 semanas é, porém, a falta de privacidade com que se confrontam quando regressam ao emprego ou à escola. Sustentam os investigadores que quando são criadas condições nos locais de trabalho e de estudo o período alarga-se.
 

 

A passagem para o biberão está também associada à depressão pós-parto, uma doença que tem tratamento. Metade das mulheres que tiveram assistência médica e foram encorajadas pelos profissionais de saúde a amamentar continuaram a fazê-lo.
 

 

Estima-se que existam, actualmente, à volta de 300 milhões de mulheres que viram a sua vida seriamente afectada por complicações tidas durante a gravidez ou parto. Um quarto delas reside no dito primeiro-mundo. A prestação de cuidados obstétricos e pediátricos é, amiúde, assinalada como um modo de melhorar a situação da mulher e da criança a nível planetário. E, sobre esta matéria, existe um fosso entre os países do Norte e do Sul.
 

 

Segundo a UNICEF, todos os dias, cerca de 1400 mulheres e raparigas perdem a vida durante a gravidez ou parto. Cerca de 99 por cento delas mora nos chamados países de terceiro-mundo. E por cada mulher que assim morre outras 30 sofrem lesões, infecções e deficiências que, na maior parte dos casos, ficam por tratar.
 

 

Fonte: Público

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