Mulheres deitadas durante dois meses em estudo científico

Agência Espacial Europeia quer saber alterações fisiológicas da posição

06 abril 2005
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Doze mulheres europeias estão deitadas desde meados de Março, e assim vão permanecer até meados de Maio. Durante 60 dias, as voluntárias vão estar com a cabeça ligeiramente inclinada para baixo, num estudo sobre a ausência de gravidade nas mulheres, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA).
 

 

Vindas de França, Reino-Unido, Alemanha, Finlândia, Holanda, Polónia e República Checa, estas mulheres foram seleccionadas entre mais de 1.600 candidatas que responderam a um anúncio publicado pela ESA em Agosto passado.
 

 

As voluntárias escolhidas deram entrada na Clínica Espacial do Instituto de Medicina e Fisiologia Espacial de Toulouse (França), onde foram colocadas em camas com seis graus de inclinação em relação à posição horizontal, com a cabeça um pouco mais baixa do que os pés.
 

 

A posição deverá provocar-lhes alterações fisiológicas próximas das sentidas pelos astronautas durante os voos espaciais.
 

 

Durante este tempo, serão submetidas a uma bateria de testes para avaliar «o papel da nutrição», bem como a programas de exercícios físicos para «paliar os efeitos negativos da ausência prolongada de gravidade induzida pela acamamento».
 

 

Este estudo do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) francês está a ser realizado em colaboração estreita com a ESA, a NASA e a Agência Espacial Canadiana (CSA).
 

A apresentação de candidaturas para o estudo continua aberta, estando prevista para Setembro próximo o início de uma segunda fase de experiências com outras doze voluntárias.
 

 

Fonte: Lusa
 

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