Mulheres deficientes são duplamente discriminadas…

…na família e no emprego

23 março 2004
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 A discriminação de que são alvo as mulheres deficientes no emprego, onde são as primeiras a ser despedidas, ou em casa, onde são mais vulneráveis à violência física e sexual, foram alguns dos temas abordados no primeiro encontro nacional sobre a deficiência feminina, que decorreu este fim-de-semana em Carcavelos. «As mulheres deficientes são duplamente discriminadas, por serem mulheres e por serem deficientes», disse à agência Lusa a presidente da Cooperativa Nacional de Apoio a Deficientes (CNAD), Celeste Costa, também ela portadora de deficiência. O emprego é um dos meios onde a discriminação é mais visível, sendo as mulheres deficientes «as primeiras a ser despedidas, mesmo quando a legislação exige que sejam as últimas», acrescentou a responsável. Por serem «mais frágeis e mais carentes», são também mais vulneráveis à agressão física e sexual, mesmo dentro da família, adianta Celeste Costa, que dedicou um dos painéis do encontro à questão da violência. Outro dos temas ontem abordados foi o da sexualidade da mulher deficiente, muitas vezes vista «como assexuada» pela família e da maternidade, nomeadamente as dificuldades e os apoios que são necessários nessa fase da vida da mulher. Aquele que foi o primeiro encontro do género em Portugal teve como objectivo sensibilizar a sociedade para os problemas das mulheres deficientes e alertá-las para os seus direitos, tais como o de serem vistas como mulheres ou o de acesso ao emprego. Fonte: Lusa

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