Mulheres continuam mais pobres

Meninas mantêm-se mais excluídas do ensino secundário

31 dezembro 2012
  |  Partilhar:

As mulheres continuam mais pobres do que os homens e as meninas mantêm-se mais excluídas do ensino secundário, indica o Mapa de Género 2012.

 

Esta iniciativa bianual da ONU reflete a situação de mulheres e meninas sob o ponto de vista dos indicadores usados para monitorizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), metas definidas em 2000 e que se pretende alcançar até 2015.

 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a dimensão da igualdade entre mulheres e homens contida nos ODM revela “alguns progressos”, mas “ainda há muito a fazer, em cada país e a todos os níveis”, de acordo com o Mapa de Género 2012 que foi lançado este mês.

 

Apesar de entre 1990 e 2008 mais de 800 milhões de pessoas terem escapado à miséria extrema, as mulheres continuam a estar mais sujeitas à pobreza do que os homens, especialmente na África subsariana. Angola é um dos exemplos citados no documento para demonstrar a maior vulnerabilidade das mulheres à pobreza.

 

No entanto, o Mapa de Género 2012 refere que o plano dos ODM de colocar as meninas na escola primária foi globalmente atingido, embora na África subsariana ainda exista uma taxa de exclusão da ordem dos 26%.

 

Esta exclusão deve-se à correlação direta entre pobreza e absentismo escolar e também não é alheia ao facto de nas regiões mais rurais e desfavorecidas a idade de casamento continuar a ser prematura.

 

Relativamente ao ensino secundário, os avanços são "menos encorajadores" do que os progressos na educação primária - desde 1990, o progresso foi de dez pontos percentuais, situando-se a frequência global deste nível escolar em 36%.

 

Na África subsariana, as mulheres “executam menos trabalho pago e, quando o fazem, recebem menos do que os homens”. Salários baixos e falta de segurança no trabalho são também frequentes no Norte de África e na Ásia Ocidental, refere o documento.

 

Foi também constatado que as empresas continuam sobretudo nas mãos de homens. Globalmente, só entre 1% a 3% de mulheres de países em desenvolvimento são empregadoras, indica o documento.

 

O texto realça ainda que os ODM que estão mais longe de serem atingidos são os que dependem diretamente dos avanços na igualdade de género. É o caso da redução da mortalidade materna: África subsariana e Sul da Ásia totalizam 85% deste problema.

 

Apesar de as mulheres ocuparem atualmente 20% dos cargos parlamentares em todo o mundo, o relatório lembra que, ao ritmo dos últimos 15 anos, serão precisas mais de quatro décadas para atingir uma representação paritária.

 

Com o prazo para alcançar os oito ODM a aproximar-se e muitas metas por atingir, foi iniciado um processo de revisão pós-2015, mas os estados-membros da ONU já reafirmaram o seu compromisso para estas metas do desenvolvimento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.