Mulheres com 40 anos continuam a fazer mamografias

Estudo publicado no “Journal of General Internal Medicine”

20 maio 2013
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As mulheres com 40 anos continuam a ser submetidas a rastreios de cancro da mama, apesar das recomendações contrárias, dá conta um estudo publicado no “Journal of General Internal Medicine”
 

Em 2009, o Preventive Services Task Force (USPSTF), nos EUA, recomendou que as mulheres entre os 50 e 74 anos continuassem a fazer mamografias a cada dois anos. Contudo, as mulheres entre 40 e 49 anos, sem antecedentes familiares de cancro mama foram aconselhadas a discutirem com os seus médicos os riscos e benefícios deste procedimento.
 

Como resultados destas recomendações, os investigadores da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, esperavam já encontrar poucas mulheres com 40 anos a serem submetidas a mamografias de rotina. Contudo, este estudo, que contou com a participação de 484.296 mulheres entre os 40 e 70 anos, constatou que estas recomendações não tiveram qualquer impacto nas taxas de realização deste procedimento.
 

"As pacientes parecem hesitantes em alterar o seu comportamento, mesmo tendo conhecimento que o rastreio nas mulheres jovens está associado a um número significativo de falsos positivos e a exames de imagens e biopsias desnecessárias. As mulheres têm sido bombardeadas com a mensagem que as mamografias as podem salvar. Assim, as mulheres querem ser submetidas a este procedimento de qualquer forma”, revelou em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lauren D. Block
 

A investigação tem demonstrado que as mamografias aumentam a taxa de deteção de cancro nas mulheres mais jovens, mas reduz o risco de mortalidade numa percentagem muito baixa. É mais provável que a adoção deste procedimento conduza a um sobre diagnóstico, e tratamento desnecessário, incluindo biopsias, tumorectomia, mastectomias, e semanas de radiação e fármacos potencialmente tóxicos. Muitos dos cancros detetados não serão provavelmente perigosos, mas são tratados de uma forma agressiva.
 

Nas mulheres mais velhas o rastreio de cancro da mama através de mamografias é aconselhado, pois tal como a maioria dos cancros esta é uma doença associada ao envelhecimento.
 

“O cancro da mama atrai muita atenção dos meios de comunicação social, apesar das doenças cardiovasculares serem a principal causa de morte das mulheres. As mulheres quem sentir que estão de facto a adotar medidas preventivas contra este cancro”, acrescentou ainda Lauren D. Block.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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