Mulher toma anti-retrovirais durante nove anos sem ter HIV

Tribunal decide por indemnização de 2,5 milhões de Dólares

15 janeiro 2008
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O Tribunal Superior de Worcester, EUA, concedeu uma indemnização de 2,5 milhões de dólares por danos causados a uma mulher à qual foram prescritos anti-retrovirais para a Sida durante nove anos, mas a paciente nunca esteve infectada o VIH.
 

 

Audrey Serrano acusou a médica Kwan Lai, que a tratou no Centro Médico da University of Massachusetts, em Worcester, de não ter requerido testes definitivos para verificar se era portadora do vírus HIV.
 

 

A paciente argumentou ainda que a forte medicação que tomou durante nove anos a conduziu a uma série de doenças, incluindo fadiga crónica, depressão, perda de apetite e de peso e inflamação intestinal.
 

 

Segundo o seu advogado, David Angueira, o diagnóstico errado "baseou-se, em parte, na assunção de que pessoas que se envolvem em certos tipos de conduta apresentam uma maior probabilidade de ter SIDA do que outras pessoas, sem realmente se ouvir o doente".
 

 

No seu depoimento, a médica disse que Audrey Serrano lhe tinha contado ter trabalhado como prostituta e que o seu namorado tinha um resultado positivo para o VIH. No julgamento, a médica acrescentou ainda não ter tido razões para questionar o diagnóstico original de paciente, feito noutra clínica, porque a mulher a convenceu ser seropositiva aquando da recolha do seu historial pessoal e que as análises sanguíneas apresentavam níveis anormais de células capazes de combater infecção.
 

 

A queixosa instaurou o processo judicial em 2003 após ter realizado o teste noutro hospital.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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