Muitos médicos holandeses admitem relações sexuais com pacientes

Situação é grave, admite Ordem dos Médicos

18 abril 2004
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Apesar de ser eticamente questionável, cerca de quatro por cento dos médicos holandeses admitem manter contacto sexual com um ou mais pacientes, segundo um estudo publicado este fim-de-semana. A pesquisa ouviu cerca de mil médicos e foi realizada pelo sexólogo Peter Leusink em 2002. Os resultados foram publicados na edição holandesa do Journal of Medicine. Citando dados obtidos por Leusink, o jornal «Algemeen Dagblad» afirmou que 4,3 por cento dos médicos questionados e 0,8 por cento das médicas admitiram ter contacto sexual com os seus pacientes, na maioria das vezes com um só. Apesar disso, um terço deles afirmou que teve relações com dois ou três pacientes.Em declarações ao jornal, o investigador afirmou que os resultados do estudo apontam para um problema estrutural que deve ser abordado directamente. «Não estamos a falar de incidentes isolados. E as consequências são muito prejudiciais para o paciente», alertou Leusink, que também é médico. E acrescentou que o número de casos pode ser ainda maior do que o revelado pela pesquisa, dado ter questionado apenas mil médicos do país. Mesmo assim, aponta a ordem dos médicos do país, «quatro por cento é muito, é uma situação grave. Isto mina o profissionalismo».Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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