Muitos idosos têm mutações associadas à leucemia e linfoma

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

22 outubro 2014
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Pelo menos 2% dos indivíduos com mais de 40 anos e 5% com mais de 70 anos têm mutações associadas à leucemia e ao linfoma, nas células sanguíneas, refere um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

As mutações acumulam-se aleatoriamente no organismo, como parte do processo de envelhecimento e a maioria é inofensiva. Contudo, para algumas das pessoas, as alterações genéticas nas células sanguíneas podem dar origem a genes que desempenham um papel importante no início da leucemia e linfoma.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, referem, no entanto, que estes achados não significam que os indivíduos com estas mutações estejam destinados a desenvolver cancro. Na verdade, a maioria não os desenvolverá uma vez que a incidência da leucemia ou do linfoma é inferior a 0,1% entre os idosos.
 

Para este estudo, os investigadores, liderados por Li Ding, analisaram amostras de sangue de três mil pacientes diagnosticados com cancro, mas sem leucemia, linfoma ou doença sanguínea. As idades dos pacientes variavam entre 10 e 90 anos, no momento do diagnóstico. As amostras de sangue e dos tumores foram fornecidas antes do tratamento ter sido iniciado. Desta forma, os investigadores certificaram-se que as mutações encontradas não estavam associadas ao tratamento de quimioterapia e radioterapia.
 

Os investigadores analisaram cerca de 556 genes conhecidos por estar associados ao cancro. Em 341 pacientes com idades compreendidas entre os 40 e os 49 anos, pouco menos de 1% tinha mutações em 19 genes associados à leucemia ou linfoma. No entanto, estas mutações estavam presentes em mais de 5% de pacientes entre 70 e 79 anos e em mais de 6% dos pacientes entre 80 e 89 anos.
 

“É intrigante como tantas pessoas acima dos 70 anos apresentam este tipo de mutações. Ainda não sabemos se ter uma destas mutações aumenta o risco de desenvolvimento de cancro do sangue. Desta forma, são necessários mais estudos para entender melhor este risco”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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