Muitos autistas também apresentam epilepsia resistente ao tratamento

Estudo publicado na revista “Epilepsy”

27 abril 2011
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Muitas pessoas com autismo também têm epilepsia que não responde ao tratamento, sugere um novo estudo publicado na revista “Epilepsy”.

 

Para o estudo, os investigadores, liderados por Orrin Devinsky, analisaram os registos médicos de 127 crianças e adultos autistas, com idades entre os três e os 49 anos, que tinham sofrido uma ou mais crises convulsivas. Os pacientes tinham sido acompanhados no Centro Integral de Epilepsia de Nova Iorque, EUA, por um período de 20 anos por terem sido diagnosticados com epilepsia ou suspeitar-se que sofressem da doença.

 

Verificou-se que cerca de 34% dos pacientes sofria de epilepsia resistente ao tratamento, o que significa que as suas crises continuaram apesar medicação. Alguns também foram submetidos a cirurgia, estimulação do nervo vago, no qual se implanta um dispositivo eléctrico para estimular o nervo que passa perto da artéria carótida no pescoço.

 

Outros 28% não apresentaram crises após o tratamento. Para os restantes 39% dos pacientes, os investigadores não conseguiram informações suficientes para determinar se as suas crises eram resistentes ou não ao tratamento. Os investigadores verificaram outras diferenças entre os que sofriam de epilepsia resistente ao tratamento e outros autistas, que tinha tinham crises epilépticas. Em geral, a média da idade da primeira convulsão foi aos oito anos. Mas os registos médicos sugeriam que os pacientes com crises de epilepsia resistente ao tratamento tendiam a ter convulsões mais cedo na infância, por volta dos seis anos, em comparação com aqueles cuja epilepsia respondia bem ao tratamento, que tinham mais ou menos 11 anos.

 

As crianças autistas e epilépticas também tendiam a ter mais incapacidade do que aquelas que não eram epilépticas. Cerca de 54% dos pacientes que sofriam de epilepsia resistente ao tratamento tinham atrasos nas capacidades motoras, em comparação com 35% dos pacientes com epilepsia tratável. Além disso, os pacientes com epilepsia resistente ao tratamento também relataram mais atrasos na linguagem (72 versus 65%), e eram ligeiramente mais propensos a experimentar retrocesso no desenvolvimento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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