Muito açúcar no sangue afecta memória

Exercício e perda de peso são as soluções para o problema

15 setembro 2003
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Se quer ter uma boa memória, então, nada de bolos, chocolates e afins. É que, segundo um estudo norte-americano, altos níveis de açúcar no sangue podem estar ligados à má memória.
 

 

A descoberta pode ajudar a explicar a razão pela qual as pessoas mais velhas podem sofrer de problemas de memória. Segundo os cientistas da Universidade de Nova Iorque, a memória pode ser melhorada com exercícios e perda de peso, os quais ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.
 

 

A glicose é necessária para dar energia ao corpo. Acreditava-se que mesmo com a falta de açúcar, o cérebro estaria protegido. Mas não. Agora sabe-se que isso não é verdade quando se trata de diabéticos ou de pessoas com alto nível de açúcar no sangue.
 

 

Os investigadores da faculdade de medicina da Universidade de Nova Iorque estudaram 30 homens e mulheres, com idades entre 53 e 89 anos, que não tinham sido diagnosticados como portadores de diabetes. Mas alguns deles, no entanto, tinham níveis mais altos de glicose do que o normal, um problema que pode levar à diabetes.
 

 

Os cientistas concentraram-se no hipocampo, uma parte do cérebro fundamental para o aprendizagem e memória.
 

 

Depois de efectuarem exames aos cérebros dessas pessoas para medir o tamanho do hipocampo, fizeram testes de memória e de conhecimento.
 

 

A capacidade dos pacientes processarem glicose foi testada depois de uma noite de jejum. E o grupo com altos níveis de glicose mostrou um hipocampo menor e teve resultados piores nos testes de memória recente.
 

 

Os investigadores explicaram que tentar relembrar factos actuais coloca as pessoas que têm níveis mais altos de glicose em muita pressão, causando os tais problemas de memória. O hipocampo, segundo os cientistas, é uma área particularmente vulnerável e pode sofrer danos com o tempo.
 

 

«Mais ou menos glicose está associada a disfunções de memória e também ao encolhimento do hipocampo», afirmou Antonio Convit, professor de psiquiatria e director-médico do Centro para a Saúde do Cérebro da Universidade de Nova Iorque. Deste modo, explica o especialista, o estudo indica que essa deficiência pode contribuir para falhas de memória que ocorrem com o envelhecimento e levanta a possibilidade de que melhorar a tolerância à glicose pode acabar com problemas de conhecimento associados à idade.
 

 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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