Mudanças na duração do sono associadas a envelhecimento cognitivo precoce

Estudo publicado na revista "Sleep"

06 maio 2011
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Um estudo realizado pela University College London, Reino Unido, que descreve como as alterações na duração do sono que ocorrem durante os cinco anos da última etapa da vida adulta afecta as funções cognitivas, mostrou que homens e mulheres que começam nesta fase a dormir menos de seis horas ou mais de oito podem sofrer um declínio cognitivo acelerado equivalente a entre quatro e sete anos de envelhecimento. O estudo foi publicado na revista "Sleep".

 

Neste estudo, liderado por Jane Ferrie, participaram 5.431 pessoas - 1.459 mulheres e 3.972 homens – procedentes da fase 5 (1997-1999) e da fase 7 (2003-2004) do estudo de Whitehall II, que incluiu mais de 10 mil funcionários londrinos, com idade entre os 35 e os 55 anos, que trabalhavam na administração pública em 1985.

 

O estudo mostra que a duração do sono de 7,4% das mulheres e de 8,6% dos homens que foram seguidos aumentou para "sete a oito horas" por noite, nos dias de semana, em comparação aos valores normais. Comparado com os participantes que não apresentaram alterações da duração do sono, o prolongamento da duração do sono foi associada a uma menor pontuação em cinco dos seis testes sobre funções cognitivas, com excepção do da memória verbal a curto prazo.

 

A duração do sono de cerca de 25% das mulheres e 18% dos homens, que se submeteram ao estudo, baixou para as "seis, sete ou oito horas" por noite em relação ao normal. Essa mudança para um sono mais curto foi associada a menores pontuações em três dos seis testes cognitivos, ao afectar negativamente a capacidade de raciocínio, de vocabulário e de estado cognitivo global. Surpreendentemente, um aumento na duração do sono de seis horas ou menos não mostrou qualquer efeito benéfico.

 

Os investigadores também verificaram que, nas mulheres, dormir sete horas por noite foi associado a pontuações mais altas em todos os testes cognitivos, seguidas das mulheres que dormiam seis horas por noite. Entre os homens, a função cognitiva foi igual para aqueles que dormiam seis, sete ou oito horas; apenas a duração do sono menor de seis horas ou mais de oito pareceram estar associadas a piores pontuações nos testes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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