Mudança de marca de medicamento gera polémica

Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla acusa Hospital Santa Maria

02 maio 2007
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A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla acusou esta semana o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, de substituir o medicamento habitual no tratamento destes doentes por outro mais barato, impondo-o mesmo a pacientes que relataram efeitos secundários, acusação negada pelo hospital. Em declarações à Lusa, o director do Departamento de Neurologia do Hospital de Santa Maria (HSM), José Ferro, afirmou que "esta informação não corresponde à verdade". O clínico confirmou que o hospital decidiu mudar a marca de interferão (o tratamento mais comum na Esclerose Múltipla (EM) por recaídas e remissivas), mas explicou que os cerca de 400 doentes que são tratados em Santa Maria foram "informados previamente da mudança" e que "todos os que se sentiram mal com o novo medicamento" voltaram a ser tratados com a marca anterior. José Ferro disse ainda que cada doente com EM custa cerca de mil euros por mês "aos contribuintes" e que todos se "mostraram compreensivos e solidários" com a decisão do hospital de passar a comprar um medicamento novo quando "um dos dois fabricantes nacionais" de fármacos com interferão correspondeu ao pedido do HSM e baixou o preço do seu medicamento. "Estamos a falar de uma mudança entre uma marca e outra de um mesmo produto, ou seja, os medicamentos são equivalentes do ponto de vista científico", sublinhou José Ferro. Fonte: Lusa MNI-Médicos Na Internet

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