Mosquitos transgénicos contra o paludismo
22 maio 2002
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Investigadores norte-americanos conseguiram produzir alterações genéticas em mosquitos, incapacitando-os de transmitir o paludismo, refere um artigo que a revista científica Nature publica na edição de quinta-feira.
 

 

O paludismo ou malária, termo que designa um grupo de doenças caracterizadas por crises febris periódicas, mata três milhões de pessoas por ano, principalmente em África, e se nenhuma medida for tomada deverá fazer duas vezes mais vítimas daqui a vinte anos.
 

 

Os esforços para vencer esta doença têm-se concentrado em combater a resistência do "Plasmodium" (o agente infeccioso do paludismo) aos medicamentos, na resistência desenvolvida pelos mosquitos aos insecticidas e na ausência de qualquer vacina, refere a revista britânica.
 

 

Como os mosquitos são os vectores obrigatórios de transmissão da doença, esta poderia ser detida se os insectos fossem privados da sua capacidade de transmitir parasitas.
 

 

Os cientistas trabalham agora na introdução de genes susceptíveis de conferir propriedades anti-malária às células reprodutoras de dois tipos de mosquitos, os anófeles e os culicídeos.
 

 

Estes genes produzem uma molécula que bloqueia o desenvolvimento do Plasmodium, impedindo-o de passar do intestino para as glândulas salivares do insecto.
 

 

Este percurso é crucial para a propagação da doença, que se transmite do sangue de uma pessoa para o de outra por intermédio de uma picada de mosquito.
 

 

Estas descobertas, efectuadas em laboratório por Marcelo Jacobs-Lorena, especialista em genética na Universidade Case Western Reserve de Cleveland (Ohio), poderão ser decisivas para o desenvolvimento de novas estratégias de luta contra a doença.
 

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a malária é a doença infecciosa mais mortal (três milhões de pessoas anualmente), mais do que a tuberculose, infectando 500 milhões de pessoas todos os anos.
 

 

O parasita da malária ataca primeiro o fígado e, pouco a pouco, destrói as células sanguíneas, provoca anemia e favorece a introdução de toxinas que provocam febres altas ao doente.
 

 

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe: febre, arrepios, dores de cabeça e musculares, mas em etapas mais avançadas acaba por causar a morte.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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