Mortes prematuras podem ser evitadas com algumas medidas

Estudo publicado na “Lancet”

07 maio 2014
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A redução de seis fatores de risco para níveis pré-estabelecidos poderá prevenir mais de 38 milhões de mortes prematuras, ao longo de 15 anos.
 
As conclusões foram obtidas por Majid Ezzati e equipa, do Imperial College London, no Reino Unido, que se dedicaram à análise de dados nacionais relativamente a óbitos e a fatores de risco, juntamente com modelos epidemiológicos, para calcular o número de mortes que poderiam ser prevenidas entre 2010 e 2025.
 
A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) tinha decidido, em 2011, reduzir as mortes causadas pelas quatro principais doenças não transmissíveis, tendo a Organização das Nações Unidas (ONU) definido objetivos para reduzir os fatores de risco principais que concorrem para essas doenças.
 
As principais doenças não transmissíveis são o cancro, doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e a diabetes. Os principais fatores de risco que concorrem para o surgimento dessas doenças são o hábito de fumar, o consumo de sal, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a obesidade, a hipertensão arterial e níveis elevados de açúcar no sangue. 
 
Os objetivos acordados globalmente para a redução dos fatores de risco foram os seguintes: tabaco: redução de 30 a 50%; consumo de sal: redução de 30%; consumo de álcool: redução de 10%; hipertensão arterial: redução de 25%; redução da prevalência da obesidade e da diabetes.
 
Estima-se que a não consecução destes objetivos tenha como consequência 38,8 milhões de mortes prematuras, por volta de 2025, devidas àquelas doenças, um número que representa um acréscimo de 10 milhões em relação aos 28,3 milhões de óbitos que ocorreram nas mesmas circunstâncias em 2010.
 
Globalmente, a equipa calcula que se os objetivos de redução dos seis fatores de risco forem atingidos, o risco de morte prematura devido às quatro doenças não transmissíveis terá, por volta de 2025, sofrido uma redução de 22% nos homens e de 19% nas mulheres. Segundo os investigadores, a redução da hipertensão arterial e do hábito de fumar trarão os maiores benefícios, sendo que um corte de 50% irá reduzir o risco de morte prematura em mais de 24% nos homens e 20% nas mulheres.
 
Segundo Majid Ezzati, dar-se-ão alterações mais significativas nos países mais pobres já que as nações economicamente mais fortes já tomaram medidas para reduzir os fatores de risco supramencionados, como por exemplo a subida de impostos pagos pelo tabaco e bebidas alcoólicas. 
 
“É possível conseguir grande parte da redução nas mortes por doenças crónicas se incidirmos num pequeno número de fatores de risco previsíveis”, comenta o principal autor do estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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