Mortes por overdose aumentaram 41% em 2017 face ao ano anterior

Resultados do relatório anual do SICAD

01 fevereiro 2019
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O número de mortes por “overdose” aumentou 41% em 2017 face ao ano anterior, revela um relatório do SICAD ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
Segundo o relatório anual sobre “A situação do país em matéria de drogas e toxicodependência 2017”, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), nesse ano morreram 259 pessoas com a presença de substâncias ilícitas, dos quais 38 (15%) foram considerados “overdoses”.
 
Nas mortes por “overdose” foram detetadas a presença de opiáceos (42%), de cocaína (42%) e de metadona (42%).
 
“Uma vez mais, na maioria (87%) foram detetadas mais do que uma substância, sendo de destacar, em associação com as drogas ilícitas, o álcool (37%) e as benzodiazepinas (32%), adianta o documento.
 
Relativamente às outras causas das mortes com a presença de drogas (221), foram sobretudo atribuídas a morte natural (38%) e a acidentes (33%), seguindo-se-lhes o suicídio (23%) e o homicídio (3%).
 
Foram também notificados 90 óbitos ocorridos nesse ano em casos de infeção por VIH associados à toxicodependência.
 
“Verifica-se uma tendência decrescente no número de mortes ocorridas a partir de 2002, e a um ritmo mais acentuado nos casos associados à toxicodependência”, afirma o documento.
 
O documento observa “um ligeiro acréscimo” no número de utentes em tratamento em 2017, tendo sido acompanhados 27.150 no ambulatório da rede pública.
 
Dos 3.307 que iniciaram tratamento em 2017, 1.538 eram readmitidos e 1.769 novos utentes, adianta o documento.
 
“O número de novos utentes decresceu em relação a 2016, representando o valor mais baixo desde 2012, mas aumentou o de readmitidos, contrariando a tendência de descida manifestada nos quatro anos anteriores”, sublinha.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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