Mortes por intoxicação alcoólica ultrapassam os óbitos por “overdose”

“Relatório Anual sobre A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016”

12 fevereiro 2018
  |  Partilhar:
O diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) considerou preocupante o aumento do número de mortes por intoxicação aguda alcoólica, que em 2016 ultrapassou os óbitos por “overdose” de substância ilícitas.
 
Segundo apurou a agência Lusa, os dados do “Relatório Anual sobre A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências 2016”, divulgados na Assembleia da República, revelam que, em 2016, 45 pessoas morreram devido a intoxicação alcoólica e 27 por “overdose” de substâncias ilícitas.
 
João Goulão, considerou “muito positiva” a redução de 33% do número de mortes por “overdose” em 2016, face a 2015, sublinhando que Portugal tem das taxas mais reduzidas no contexto europeu.
 
Mas “qualquer subida de dois ou três casos tem um impacto em termos percentuais muito significativo e as curvas que traduzem essas tendências estavam a infletir no sentido de um aumento” nos últimos dois anos.
 
Por contraponto, “há um número maior de morte por “overdose” de álcool”, disse João Goulão, observando que, neste momento, já “são mais do que aquelas que são ocasionadas pelas substâncias ilícitas”.
 
“É um dado preocupante, tal como é o facto de ter havido um aumento da mortalidade rodoviária relacionada com o uso do álcool”, salientou. Também “é significativa” a percentagem de pessoas vítimas de acidente mortais que “tinham taxas de alcoolemia que caem já nos padrões da criminalização”.
 
Por outro lado, é igualmente “significativo o número de pessoas que foram vítimas de atropelamentos em alguns casos porque estavam alcoolizadas”.
 
Para mudar estes comportamentos, João Goulão defendeu que tem de haver “um reforço na educação e formação dos cidadãos”.
 
“Cada vez mais nos focamos naquilo que é o bem-estar, a educação para a saúde, o desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis e cada vez menos falamos de substâncias ilícitas” e das suas consequências lamentou. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar