Mortes por doenças respiratórias

Fundação Portuguesa do Pulmão apresenta formas de as evitar

06 março 2014
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A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) debateu esta semana no Parlamento o aumento do número de internamentos e de mortes por doenças respiratórias e apresenta propostas para diminuir estes números.
 

A notícia avançada na agência Lusa refere que na base da audição da FPP na Comissão de Saúde está o relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), segundo o qual as doenças do foro respiratório foram responsáveis, em 2012, pela morte de 50 portugueses por dia, um aumento de 17% face ao ano anterior.
 

Os dados indicam que “houve um aumento do número de internamentos e um aumento da mortalidade” devidos a estas doenças, disse à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa do Pulmão. “São aspetos que, obviamente, nos preocupam e para os quais teremos de encontrar soluções”, adiantou Teles de Araújo.
 

Assim, além do debate dos dados do ONDR, a FPP apresentou algumas propostas, que passam por “uma aposta muito forte nas áreas da prevenção” e pelo diagnóstico precoce de algumas doenças crónicas.
 

“Quanto mais precoce for o diagnóstico, por exemplo, de uma doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), melhor será o prognóstico e melhor será a qualidade de vida do doente respiratório crónico”, sustentou.
 

Teles de Araújo defendeu que, apesar da situação de crise que o país atravessa e de não poder haver "um grande aumento da despesa”, é necessário “encontrar soluções que permitam diminuir” o número de internamentos e de mortes.
 

O pneumologista lembrou que, em situações de crise, “as doenças aumentam e as doenças respiratórias são muito sensíveis a isso, não só pelos aspetos que a crise possa dificultar, como o acesso à medicação”, mas também pela degradação das condições sociais: “Maior pobreza e situações de stress mais acentuado são fatores que facilitam as doenças”.
 

Contudo, o responsável ressalvou que não há indicadores que refiram que a dificuldade no acesso à medicação “seja um problema ainda muito sério em Portugal, mas ter-se-á que ter em conta. Pensamos que em Portugal não tem havido uma redução na área de prevenção relacionada com a crise, mas pensamos que há muito mais a fazer nessa área”, referiu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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