Mortes de recém-nascidos aumentam em Portugal

Número de nascimentos também cresce, segundo INE

21 julho 2003
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Pela primeira vez em mais de dez anos, Portugal registou um aumento da taxa de mortalidade neonatal. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2002, 390 bebés morreram antes dos 28 dias de vida - o que corresponde a uma taxa de óbitos superior à do ano anterior.
 

 

O nascimento cada vez mais precoce de bebés que antigamente morriam no útero materno é a explicação avançada pelos pediatras para esta subida. Os especialistas dizem mesmo que o crescimento ligeiro da taxa em 2002 era esperado e nada tem de dramático: é antes sinónimo do progresso científico na área da neonatologia.
 

 

No ano passado, e pela primeira vez nas últimas quatro décadas, a taxa de mortalidade infantil em geral não decresceu em Portugal, mantendo-se nas cinco mortes de crianças com menos de um ano de idade por cada mil nascimentos verificados em 2001. Das 114.383 crianças nascidas no país, 574 morreram antes de completarem esta idade. A interrupção da curva descendente explica-se sobretudo pelo aumento das mortes de bebés com menos de um mês de vida, que representam 68 por cento dos casos fatais.
 

 

Os dados do INE mostram que, no ano passado, 390 crianças morreram antes de atingir os 28 dias de vida: ou seja, 3,4 por cada mil nascidas no país. O crescimento de 2,9 para 3,4 da taxa de mortalidade neonatal - geralmente associada a malformações da criança ou a complicações durante a gravidez e o parto - quebra a tendência decrescente de mais uma década e é visível em todas as regiões, à excepção da Madeira.
 

 

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