Mortes aumentam polémica sobre pílula abortiva nos EUA

FDA confirma dois óbitos

22 março 2006
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A Food and Drug Administration anunciou, na semana passada, ter sido informada de mais duas mortes, após a utilização da pílula abortiva RU-486, sem confirmar, no entanto, a causa dos óbitos.
 

 

De acordo com o comunicado da FDA, quatro mulheres morreram em 2005 na Califórnia de septicemia, após terem tomado a pílula, cujo uso tem provocado celeuma nos EUA, já que o movimento anti-aborto exige a sua retirada do mercado.
 

 

No que se refere às duas novas mortes, a FDA foi informada verbalmente desses óbitos pela empresa Danco Laboratories, que comercializa a pílula. "Nós investigámos as circunstâncias destas mortes, mas ainda não podemos confirmar as causas", disse a FDA em nota divulgada no site (www.fda.gov).
 

 

Em cada um dos quatro casos, determinou-se que a pílula foi responsável por esta infecção rara, provocada pela bactéria "Clostridium sordelli", relatou em Novembro passado a agência norte-americana que continua a investigação.
 

 

A FDA pede aos médicos e mulheres para que estejam alerta quanto à ocorrência de qualquer sintoma de septicemia, como enjoos, vómitos e dores abdominais. Nestes casos, os médicos devem começar um tratamento à base de antibióticos.
 

 

A RU-486, utilizada na França desde 1980, foi autorizada nos EUA desde Setembro de 2000, para pôr fim a gravidezes até o 49º dia após a concepção. Cerca de 560 mil mulheres recorreram ao medicamento desde que passou a ser vendido nos EUA, de acordo com números dos Laboratórios Danco.
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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