Morte súbita infantil : Bebé deve dormir com a boca para cima
30 abril 2002
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A posição do bebé enquanto dorme constitui o factor mais importante da misteriosa síndroma da morte súbita infantil, por isso deve dormir com a boca para cima, confirmaram peritos norte- americanos.
 

 

Em dois estudos divulgados numa reunião da Sociedade Roentgen Ray dedicada ao estudo da síndroma, os cientistas indicaram que quando um bebé dorme de boca para baixo aumenta o risco de morte.
 

 

Calcula-se que, apenas nos Estados Unidos, mais de 2.000 bebés morram anualmente em consequência da síndroma da morte súbita infantil.
 

 

Este número era 40 por cento mais alto até ser descoberto, há uma década, que um dos factores poderia ser a posição do bebé durante o sono.
 

 

Perigos
 

 

Um dos estudos indicou que, quando o bebé dorme de boca para baixo, pode dobrar de tal forma o pescoço que bloqueia as artérias que levam o sangue ao cérebro.
 

 

O outro estudo mostrou que, também como consequência dessa posição, existe o perigo das células neurológicas (neurónios) próximas ao cérebro funcionarem de forma deficiente.
 

 

George Richarson, que liderou o estudo realizado na Universidade de Yale, explicou que esses neurónios são os que produzem a serotonina, uma substância que transmite as mensagens do cérebro.
 

 

Menos oxigénio
 

 

Investigações anteriores tinham demonstrado que as células com serotonina são estimuladas pelo dióxido de carbono, o que sugere que a substância ajuda o cérebro a captar a existência do gás.
 

 

"Quando alguém dorme de boca para baixo, aumentam os níveis de dióxido de carbono" e "a reacção normal é um leve despertar no qual a pessoa move a cabeça e respira mais profundamente. Existem provas de que os bebés que sofrem de morte súbita não têm esta reacção", declarou Richarson.
 

 

O cientista acrescentou que, se os neurónios que deveriam captar os níveis altos de dióxido de carbono não funcionam, talvez o bebé se asfixie em vez de acordar e mover-se.
 

 

Outro estudo realizado pelo médico Stefan Puig revelou que cerca de 71 por cento dos bebés que morreram com esta síndroma sofreram de um problema de oclusão arterial quando se encontravam de boca para baixo e o seu pescoço tinha virado para a direita ou para a esquerda.
 

 

Puig, que liderou um grupo de investigadores da Universidade de Viena, indicou que o estudo sugere que o estreitamento das artérias poderá ser um factor importante na síndroma.
 

 

No entanto, avisou que também poderá existir uma ampla variedade de causas que provocam a síndroma, entre elas o consumo de tabaco por parte da mãe, o aquecimento excessivo das casas e até um defeito das enzimas hepáticas do bebé.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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