Morte durante a gravidez atingiu 343 mil mulheres em 2008

ONU apela a mobilização contra "escândalo silencioso" nos países pobres

13 junho 2010
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O número de mulheres que morrem por problemas relacionados com a gravidez baixou mais de 35% nas últimas três décadas, passando de mais de 500 mil em 1980 para 343 mil em 2008, revela um estudo norte-americano apresentado na conferência “Women Deliver”, que reuniu em Washington 3.500 peritos em saúde materna e infantil de 140 países.

 

De acordo com o estudo da University of Washington, citado pela agência Lusa, também diminuíram as mortes de crianças menores de 5 anos: em 1970 eram cerca de 16 milhões e em 2010 deverão ser 7,7 milhões.

 

Na abertura da conferência, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, considerou que o número de mulheres que morrem durante o parto nos países mais pobres é um "escândalo silencioso" contra o qual é preciso continuar a lutar.

 

Segundo a ONU, a mortalidade das mulheres e dos recém-nascidos tem um grande impacto na economia mundial, já que, segundo estimativas da organização, gera perdas de produtividade de cerca de 15 milhões de dólares anuais. A saúde das mulheres está relacionada com o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, propostos pela ONU, dado que, reforça a organização, “ajudam a manter os países e sociedades unidos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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