Morte de recém-nascidos baixa para metade quando gravidez vai até à 39ª semana

Estudo da organização March of Dimes

30 maio 2011
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Acrescentar apenas mais algumas semanas de gravidez pode reduzir o risco de morte de recém-nascidos para metade, aponta um estudo que traz mais elementos que reforçam a teoria de que uma gravidez, até pelo menos, à 39ª semana é crucial para a saúde do bebé.

 

O estudo, realizado por investigadores da organização March of Dimes, EUA, descobriu que embora o risco geral de morte seja pequeno, mais do que dobra para os recém-nascidos com 37 semanas de gestação, quando comparados aos bebés nascidos com 40 semanas.

 

"Há a percepção de que bebés nascidos entre as 37 e as 41 semanas de gestação nascem todos saudáveis. Mas este estudo confirma que mesmo os bebés nascidos apenas uma ou duas semanas mais cedo têm um risco aumentado de morte", disse Alan R. Fleischman, director médico da March of Dimes. "Torna-se claro que, independentemente da raça ou etnia, cada semana adicional de gravidez é fundamental para a saúde de um bebé."

 

Embora existam casos, em que por razões de ordem médica, exijam que um bebé nasça mais cedo, um parto prematuro electivo é prejudicial para o bebé e nunca deve ser agendado antes da 39ª ou 40ª semana. (É considerado prematuro o nascimento antes da 37ª semana completa de gestação.)

 

Os investigadores descobriram que os bebés nascidos prematuramente apresentaram maior mortalidade infantil e neonatal quando comparados com lactantes nascidos na 39ª semana de gravidez, entre 1995 e 2006 (datas em que foram avaliados os registos de nascimento pela March of Dimes). As taxas de mortalidade infantil neonatal foram maiores para os recém-nascidos com 37 semanas de gestação e baixaram por cada semana adicional até à semana 40, que apresentou a menor taxa de morte neonatal. A tendência foi a mesma para todas as raças e etnias.

 

"Embora as taxas de mortalidade infantil global tenham melhorado na última década, as taxas para os bebés negros nascidos na 37ª ou 38ª semanas de gravidez continuam a ser inaceitavelmente superiores às de outros grupos raciais e étnicos (nos EUA) ", disse o investigador, acrescentando que os resultados indicam a “necessidade de programas de intervenção para este grupo de alto risco".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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