Mortalidade materna diminuiu 100 vezes nos últimos 80 anos

Estudo publicado na Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa

11 abril 2013
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A mortalidade materna diminuiu 100 vezes nos últimos 80 anos, dá conta um estudo publicado na Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa.
 

Neste estudo, os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) propuseram-se avaliar o salto dado pelos cuidados de saúde na gravidez no nosso país, desde o início do seculo XX.
 

“Há 80 anos atrás cerca de uma em cada 200 mulheres morria por complicações associadas à gravidez”, explicou um dos autores do estudo, Diogo Ayres Campos em comunicado enviado à imprensa.
 

“Atualmente esse valor é cerca de 100 vezes menor. Trata-se seguramente de um dos grandes progressos da humanidade, o qual alterou profundamente as expectativas da sociedade sobre os riscos de saúde para as mães durante a gravidez”, refere o investigador.
 

De acordo com Diogo Ayres Campos “é importante que as gerações que apenas conheceram a realidade atual não desvalorizem os progressos atingidos no passado e que relembrem a história natural da gravidez quando deixada ao cuidado da natureza”.
 

O comunicado enviado pela Universidade refere que este estudo permitiu verificar que houve uma diminuição acentuada da mortalidade materna nas décadas de 1930 e 1940.
 

Segundo Diogo Ayres Campos e João Pedro Neves esta diminuição foi sobretudo o resultado da generalização dos antibióticos e do aparecimento das transfusões sanguíneas seguras. Posteriormente houve um decréscimo progressivo até se atingir um plateau na década de 90, relacionado, provavelmente, com o Sistema Nacional de Saúde e um programa de saúde materno-infantil nos anos 80 e a reforma das maternidades promovida pelo pai do planeamento familiar em Portugal.
 

O estudo também apurou que houve um desfasamento de cerca de uma década entre a evolução da mortalidade materna em Portugal e em países com os EUA, ou Reino Unido durante quase todo o século XX, que veio anular-se nos anos 90.
 

O comunicado refere ainda que Portugal tem também uma mortalidade perinatal muito baixa, sendo um dos países do mundo com melhores cuidados ao bebé durante a gravidez e nos primeiros anos de vida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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