Mortalidade infantil: redução mais drástica fica adiada 13 anos

Relatório da UNICEF

16 setembro 2013
  |  Partilhar:

A taxa global de mortalidade de menores de cinco anos diminui para cerca de metade desde 1990. Contudo, o quarto Objetivo de Desenvolvimento do Milénio, que envolve a a redução mais rápida das doenças evitáveis só será cumprido em 2028, 13 anos depois do prazo, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
 

Esta é a principal conclusão do relatório anual intitulado “Compromisso para a Sobrevivência Infantil – Uma Promessa Renovada”, segundo o qual o falhanço neste objetivo significa que morrerão, entre 2015 e 2028, 35 milhões de crianças que poderiam sobreviver se o mesmo fosse cumprido a tempo.
 

De acordo com o documento, ao qual a agência Lusa teve acesso, para o cumprimento do quarto Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM 4), que pretendia reduzir a taxa global de mortalidade de crianças menores de cinco anos em dois terços entre 1990 e 2015, o ritmo da redução teria de quadruplicar entre 2013 e 2015.
 

“Para atingir o ODM 4 até 2015, mais 3,5 milhões de vidas infantis têm de ser salvas entre 2013 e 2015”, além das que serão salvas se se mantiver a atual taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos, sublinha a UNICEF.
 

De acordo com a agência especializada da ONU, das 6,6 milhões de mortes de menores de cinco anos em 2012, a maioria deveu-se a causas evitáveis, como pneumonia, diarreia e malária, e cerca de 44 por cento das mortes de crianças com menos de cinco anos ocorreram em recém-nascidos.
 

Embora tenha havido avanços no combate às doenças infantis, a pneumonia e a diarreia continuam a ser as principais causas de morte infantil abaixo dos cinco anos, matando quase 5.000 crianças por dia.
 

A malária continua também a ser uma importante causa de mortalidade infantil, matando 1.200 crianças com menos de cinco anos por dia. Mantém-se fortemente concentrada na África Subsariana, onde é responsável por 14% das mortes infantis, apesar de grandes evoluções em intervenções salvadoras de vidas nos últimos anos.
 

As boas notícias, frisa a UNICEF, são que a experiência de alguns países demonstra que é possível maior rapidez nos progressos em doenças infantis evitáveis nos países com todos os níveis de rendimento e em todas as regiões do mundo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.