Mortalidade infantil mundial está a diminuir

Portugal está entre os dez melhores países

17 setembro 2012
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A taxa de mortalidade de crianças até aos cinco anos diminuiu significativamente nos últimos 20 anos. Portugal encontra-se entre os dez países com menor mortalidade, refere o relatório da UNICEF.


“Há muito para celebrar. Mais crianças sobrevivem agora ao quinto aniversário. O número global de mortes antes dos cinco anos desceu de 12 milhões, em 1990, para cerca de 6,9 milhões, em 2011. Todas as regiões registaram reduções nas últimas duas décadas”, revelou o diretor executivo da UNICEF, Anthony Laque.


Na carta introdutória, Anthony Laque refere que Portugal é um dos “exemplos notáveis”: entre 1990 e 2011, a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos, nascidas em Portugal, diminuiu 77%.


Segundo o "Committing to Child Survival: A Promise Renewed" ("Compromisso com a sobrevivência infantil: Uma promessa renovada"), em 1990, por cada mil nascimentos morriam 15 crianças com menos de cinco anos. No ano passado, o número registado foi de três crianças por cada mil, segundo os dados divulgados no documento.


As principais causas de morte registadas em 2010 foram problemas neonatais (responsáveis por mais de metade dos casos registados), maus-tratos (8%) e pneumonia (1%). Os restantes 38% referem-se a outras situações não especificadas.


Portugal surge assim na lista da UNICEF referente aos dez países com a mais baixa taxa de mortalidade registada no ano passado, com uma taxa de 3,4 mortes até aos cinco anos por cada mil nascimentos.


O primeiro país da lista (que inclui apenas países com mais de 500 mil habitantes) é Singapura, com uma taxa de 2,6, seguida da Eslovénia, Suécia, Finlândia, Chipre, Noruega, Luxemburgo, Japão e Portugal.


O diretor-geral da UNICEF sublinha que, entre 1990 e 2011, Portugal é um dos países que fez “grandes progressos, reduzindo a mortalidade infantil”.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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