Mortalidade aumenta com as emissões de partículas para a atmosfera

Jovens são mais afectados que os adultos

05 março 2003
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As mortes relacionadas com a contaminação atmosférica aumentam quando mais partículas são emitidas, mesmo que abaixo dos níveis de risco, alerta um estudo realizado pelo Observatório Regional da Saúde (ORS) de Paris.
 

 

A mortalidade aumenta 4,7 por cento nos hospitais quando as emissões de partículas finas contaminantes passam dos níveis mínimos anuais para os registados em metade dos dias em Paris, indicam os resultados do relatório apresentado hoje.
 

 

A investigação, realizada entre 1987 e 2000, permitiu comprovar que nesses mesmos dias as hospitalizações por doenças respiratórias de crianças com idade inferior a 15 anos sobem 5,1 por cento.
 

 

Se o que aumenta é a proporção de dióxido de carbono no ar, as hospitalizações por asma registam um crescimento de 7,9 por cento junto da população com menos de 15 anos.
 

 

As percentagens são no entanto maiores em situações de picos de contaminação.
 

 

Segundo Catherine Nunes-Odasso, uma das investigadoras envolvidas nos trabalhos, constatou-se que não existe um nível mínimo "abaixo do qual a contaminação não teria impacto".
 

 

Os grupos da população mais sensíveis são os menores de 15 anos, sobretudo afectados por "insuficiências respiratórias", e as pessoas de mais idade.
 

 

Outra autora do relatório, Agnes Lefranc, sublinhou que "a contaminação do ar tem menos impacto que o tabaco, apesar da população afectada ser muito mais significativa e ser impossível escapar" aos residentes nas zonas afectadas.
 

 

Além disso, os efeitos a longo prazo são "pelo menos tão importantes como os efeitos a curto prazo que colocámos em evidência", acrescentou.
 

 

Com este trabalho, o ORS - organismo de investigação sob a tutela do Estado e das autoridades regionais - pretendia que não restasse qualquer dúvida sobre os danos em termos de saúde implicados nas emissões contaminantes numa cidade como Paris, sobretudo face aos argumentos sobre as melhorias conseguidas nos motores dos automóveis.
 

 

"Qualquer diminuição, ainda que mínima, da contaminação do ar terá efeitos positivos na saúde", defende uma das principais conclusões do estudo.
 

 

Se a contaminação do ar caísse para metade, as hospitalizações por asma poderiam diminuir entre 1,6 a 10 por cento em função das partículas em suspensão no ar, refere o estudo.
 

 

Fonte: Lusa

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