Morreu o físico da teoria de que «ouvir Mozart nos torna mais inteligentes»
06 maio 2005
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Gordon Shaw, o físico norte-americano que produziu um estudo sobre os efeitos da música clássica no cérebro, que correu mundo como a ideia - nunca provada - de que ouvir a música de Mozart tornava as pessoas mais inteligentes, morreu esta semana, na sua casa na Califórnia. Foi vítima de cancro dos rins.
 

 

Foi em 1993 que as atenções se concentraram sobre Shaw, quando publicou um estudo em que dizia que os estudantes universitários que se voluntariaram para escutar uma sonata de Mozart apresentavam uma subida temporária no quociente de inteligência (QI). Mas a ideia que vingou foi «ouvir Mozart torna as pessoas mais inteligentes», sem a subtileza do efeito temporário - uma simplificação excessiva que não agradava ao físico.
 

 

«Mozart não torna ninguém mais esperto de forma permanente», disse Shaw ao jornal Los Angeles Times em 1993. Em vez disso, ouvir esta música pode funcionar como uma espécie de exercício de aquecimento para as zonas do cérebro que lidam com o pensamento abstracto, defendia. O QI dos estudantes que escutavam Mozart podia subir até nove pontos, mas os efeitos dissipavam-se em dez minutos.
 

 

Fonte: Público
 

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