Morreram em Portugal 261 pessoas com VIH no ano de 2018

Estudo do INSA e da DGS

29 novembro 2019
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Portugal registou, em 2018, 261 mortes em infetados com VIH, 142 dos quais já com SIDA, a fase mais avançada da doença, sendo a maioria homens com idade mediana de 53 anos.
 
“A análise do tempo decorrido entre o diagnóstico e a morte revelou que a maioria (55,6%) dos óbitos ocorridos em 2018 teve um diagnóstico de infeção por VIH há mais de 10 anos”, adianta o relatório "Infeção VIH e SIDA – situação em Portugal em 2019", elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
 
Segundo os dados a que a Lusa teve acesso, 26,8% das mortes ocorreram nos cinco anos subsequentes ao diagnóstico da infeção e 17,2% no primeiro ano, o que “sugere tratar-se de diagnósticos tardios".
 
Helena Cortes Martins, do INSA, adiantou que entre 1983 e 2018 se registaram 14.958 óbitos e destacou a descida de 46% do número de novos casos de infeção por VIH e dos novos casos de SIDA (67%), entre 2008 e 2017.
 
“Não obstante, Portugal tem apresentado das mais elevadas taxas de novos casos de infeção VIH e SIDA da Europa ocidental”, acrescenta o relatório. Em 2017 viviam em Portugal 39.820 pessoas com infeção por VIH, 7,8% das quais não estavam diagnosticadas.
 
Os novos diagnósticos são maioritariamente homens: “Para cada caso de uma mulher há 2,5 casos de homens”, sendo que a taxa de diagnóstico mais elevada se registou no grupo etário 25-29 anos (23,8 casos por 105 habitantes).
 
Os distritos com as taxas mais elevadas de novos diagnósticos foram Lisboa, Coimbra e Setúbal, com 16,6 casos, 11,4 casos e 11 casos por 100 mil habitantes, respetivamente.
 
Dos 973 novos casos diagnosticados em 2018, 593 eram portugueses e os restantes eram oriundos de outros países. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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