Morreram 26 crianças por afogamento em 2002 e 2003

Maioria das mortes ocorre com rapazes

21 maio 2004
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 A maioria das mortes de crianças por afogamento ocorre com rapazes, de um aos quatro anos, e no período da tarde. Nas regiões de Coimbra e do Porto, os acidentes por submersão acontecem sobretudo em tanques ou poços de rega, enquanto em Faro registam-se maioritariamente em piscinas. Este é o retrato sobre o afogamento de crianças e jovens em Portugal - feito apenas com dados parcelares e divulgado esta semana pela Associação de Promoção da Segurança Infantil (APSI), no dia em que lançou uma nova campanha de sensibilização sobre os acidentes na água. Em 2003 e em 2002, morreram por afogamento 20 crianças, segundo um estudo de recortes de imprensa feito pela APSI, dado que não estão disponíveis estimativas do Instituto Nacional de Estatística, relativas aqueles dois anos. O Instituto de Socorros a Náufragos (orla marítima e parte de alguns rios, como o Douro e Tejo) contabilizou três mortes em 2003 e outras tantas em 2002, somando-se assim um total de 26 óbitos. A APSI optou por manter a mesma imagem da campanha do ano passado - um urso mergulhado na água - e o mesmo «slogan» («A morte por afogamento é rápida e silenciosa»), por considerar que tem impacto junto da população. Este ano propõe, em acréscimo, a realização de seminários locais de sensibilização, a entidades que solicitem, e já tem seis marcados. Os dados recolhidos no Hospital Distrital de Faro, entre 1998 e 2003, permitem concluir que das 44 crianças com menos 12 anos admitidas nas urgências por acidente de submersão, 30 não eram residentes no Algarve e 21 eram de nacionalidade estrangeira. Fonte: Público

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