Morfina protege cérebro da demência por VIH

Estudo apresentado na Society of NeuroImmune Pharmacology

27 abril 2010
  |  Partilhar:

A morfina protegeu os neurónios de ratinhos da toxicidade do VIH (vírus da imunodeficiência humana), revela um estudo da Georgetown University, em Washington, EUA, apresentado no encontro anual da Society of NeuroImmune Pharmacology.

 

Os resultados também ajudam a explicar a razão, verificada na prática clínica, pela qual alguns dependentes de heroína, quando infectados por VIH (vírus causador da sida), não desenvolvem demência (causada pela doença).

 

"Ficámos surpreendidos com as conclusões porque começámos com a hipótese oposta - de que a heroína destruía os neurónios e conduzia à demência por VIH", disse o líder da investigação, Italo Mocchetti.

 

Em testes realizados com roedores, os cientistas verificaram que a morfina inibiu a propriedade tóxica de uma proteína do VIH, a gp120, que contribui para a infecção das células do sistema imunitário. Com uma investigação mais aprofundada, concluíram que a morfina induz a produção da proteína CCL5, libertada pelos astrócitos, um tipo de célula presente no cérebro. A CCL5 é conhecida por activar os factores que inibem a infecção por VIH nas células do sistema imunitário.

 

"A CCL5 é conhecida por ter um importante papel no sangue, mas não sabíamos que era segregada no cérebro", disse Mocchetti. Na opinião dos investigadores, a presença desta proteína no cérebro serve para prevenir a morte dos neurónios.

 

No futuro, os cientistas esperam poder usar esta informação para desenvolver um fármaco preventivo da demência tendo por base a morfina, mas sem provocar dependência.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.