Morar na montanha faz bem ao coração

Órgão vital é mais forte para habitantes das altitudes

23 março 2005
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Ar puro nunca fez mal a ninguém. Muito pelo contrário. Agora, diz um estudo recente que quem vive nas regiões montanhosas tem um coração mais saudável do que, por exemplo, quem vive na planície.
 

Ao longo de 15 anos, uma equipa da Escola de Medicina da Universidade de Atenas, Grécia, acompanhou 1.150 pessoas e constatou que, ao todo, houve menos mortes, especialmente as que foram provocadas por doenças cardíacas, entre os que moram nas montanhas.
 

 

Especialistas britânicos alertam, no entanto, que a altitude pode ser perigosa para quem já tem doenças do coração. Na Grécia, as mortes devido a doenças cardiovasculares estão entre as mais baixas dos países desenvolvidos, um factor que pode estar relacionado com a dieta mediterrânea.
 

 

Em 1981, foi feito um estudo detalhado sobre a saúde dos moradores de Arahova, uma região montanhosa de Sterea Hellas (950 metros acima do mar), e de Zevgolatio e Aidonia, na planície da região do Peloponeso. Foram recolhidas informações como género, idade, peso, hábitos de tabagismo, tensão arterial, consumo de álcool e exames de sangue. Nas vilas, os homens ganhavam a vida com a agricultura e criação de animais, enquanto as mulheres cuidavam da casa e da família. Em 1996, os cientistas voltaram aos locais.
 

 

As doenças cardíacas tinham causado a morte a 11 homens nas montanhas e a 23 na planície. Entre as mulheres, 16 tinham morrido nas montanhas e 17 na planície.
 

 

No artigo no Journal of Epidemiology and Community Health, os cientistas afirmam que viver em regiões de altitude moderada produz mudanças fisiológicas a longo prazo, de modo a permitir sobreviver com baixos teores de oxigénio (hipoxia). Este facto, combinado com a necessidade diária de subir e caminhar em terrenos íngremes podem dar melhores capacidades ao coração.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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