Monóxido de carbono trava Malária em ratinhos

Estudo português apresentado na “Nature Medicine”

17 junho 2007
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Um grupo de cientistas portugueses conseguiu inibir a progressão da Malária cerebral em ratinhos infectados com a doença, ao submetê-los à inalação de pequenas quantidades de monóxido de carbono. Os resultados da experiência portuguesa foram publicados no site da revista “Nature Medicine”. A pesquisa do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa baseou-se na descoberta de que, tal como os humanos, os ratinhos têm uma enzima denominada Hemeoxigenase (HO-1), que actua na defesa do organismo quando ocorre a infecção. Esta enzima desencadeia a degradação do heme, uma molécula presente na hemoglobina. No processo, são produzidas diversas substâncias, como o monóxido de carbono, que nestas circunstâncias não é tóxico e ajuda a combater a doença. Nos testes, verificou-se que os ratinhos que expressavam o gene que codifica a enzima HO-1 sobreviviam sempre à infecção da Malária, enquanto os que não a possuíam morriam invariavelmente. Mas quando estes últimos foram submetidos ao tratamento experimental com monóxido de carbono a taxa de sobrevivência foi quase total. Os cientistas acreditam agora que, tal como os ratinhos, as vítimas humanas não conseguem produzir a enzima HO-1, e poderão beneficiar de terapêuticas da mesma ordem. MNI- Médicos na Internet

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