Monóxido de carbono trava Esclerose Múltipla

Estudo do Instituto Gulbenkian de Ciência de Oeiras

31 janeiro 2007
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Um estudo em ratinhos realizado por investigadores portugueses do Instituto Gulbenkian de Ciência de Oeiras (IGC) revelou que o monóxido de carbono trava o desenvolvimento da Esclerose Múltipla.
 

 

O trabalho foi conduzido pelo investigador Miguel Soares no IGC, em colaboração com os laboratórios de Lawrence Steinmam e Raymond Sobel, da Stanford University, na Califórnia, e vem publicado na edição de Fevereiro da revista científica "The Journal of Clinical Investigation".
 

 

O estudo divulgado esta semana vem demonstrar, assim, que o monóxido de carbono previne a formação de lesões neuronais associadas ao desenvolvimento de uma síndrome relacionada com Esclerose Múltipla em ratinhos (encefalomielite auto-imune experimental).
 

 

A investigação permitiu verificar que a indução farmacológica da proteína heme-oxygenase-1 ou a exposição a níveis baixos de monóxido de carbono por inalação pararam a progressão da Esclerose Múltipla em ratinhos.
 

 

Estes resultados sugerem assim que a modulação daquela proteína ou a exposição a monóxido de carbono (um gás tóxico em concentrações elevadas) poderão ser usadas de forma terapêutica no combate à Esclerose Múltipla, e provavelmente no tratamento de outras doenças auto-imunes, em humanos.
 

 

Os investigadores ressalvam contudo que se trata ainda de um estudo feito com cobaias e não com humanos.
 

 

Fontes: Lusa e Público
 

MNI- Médicos Na Internet

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