Mononucleose relacionada com síndrome da fadiga crónica nos jovens

Estudo publicado no "Pediatrics"

20 julho 2009
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Os jovens que são infectados pelo vírus responsável pela mononucleose infecciosa, também conhecida como “doença do beijo”, têm um maior risco de sofrerem da síndrome da fadiga crónica, sugere um estudo divulgado na revista “Pediatrics”.

 

Para o estudo, investigadores da University Feinberg School of Medicine, em Chicago, EUA, contaram com a participação de 301 adolescentes infectados por este agente.

 

O estudo revelou que, seis meses após o diagnóstico de mononucleose infecciosa, 70 pacientes, o equivalente a 24%, ainda não estavam completamente recuperados. Trinta e nove destes doentes foram diagnosticados com síndrome da fadiga crónica, o que representa 13% do grupo original.

 

Os investigadores verificaram ainda que, um ano após o diagnóstico da mononucleose infecciosa, 7% dos jovens continuavam ainda a sofrer da síndrome da fadiga crónica e, dois anos após o diagnóstico inicial, esta síndrome continuava a persistir em 4% dos pacientes, sendo este valor 20 vezes superior ao encontrado na população adolescente.

 

Os investigadores constataram também que o tratamento da mononucleose infecciosa com esteróides não afecta o risco de desenvolvimento daquela síndrome.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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