Mononucleose infecciosa associada a síndrome da fadiga crónica em adolescentes

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

15 outubro 2009
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Contrair mononucleose infecciosa, vulgarmente conhecida por "doença do beijo", na adolescência aumenta o risco de desenvolvimento da síndrome da fadiga crónica (SFC), revela um estudo publicado na revista “Pediatrics”.

 

Ao longo das últimas décadas vários estudos têm procurado a origem da SFC, que causa dores musculares crónicas, provocando grande sofrimento e perda da qualidade de vida dos pacientes.

 

Alguns estudos têm vindo a encontrar um vínculo entre a presença de retrovírus e o desenvolvimento da síndrome, mas outros factores, como o stress ou até mesmo a presença de bactérias na flora intestinal, já foram associados ao aparecimento da doença.

 

Neste último estudo, liderado por Ben Katz, da Northwestern University Feinberg School of Medicine and Children's Memorial Hospital, de Chicago, EUA, foram acompanhados 301 adolescentes, com idades entre os 12 e os 18 anos, que contraíram mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr. No início do estudo, desse total, 24% dos adolescentes ainda não estavam completamente recuperados. Os jovens foram avaliados em três datas diferentes: seis meses após a doença, um ano depois e passados dois anos. Após os primeiros seis meses, 13% dos jovens apresentavam sintomas da doença e, passado um ano, 7% ainda manifestavam sintomas. Dois anos depois, a síndrome da fadiga crónica persistia em 4% dos adolescentes.

 

Os investigadores afirmam que o tratamento da mononucleose infecciosa com esteróides não afectou o risco de desenvolver a síndrome.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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