Monitorização cardíaca: primeiro implante de micro dispositivos

Iniciada nova era no diagnóstico cardíaco

14 fevereiro 2014
  |  Partilhar:

Na passada quarta-feira realizou-se em Portugal o primeiro implante de microdispositivos de monitorização cardíaca em Portugal, tendo-se assim iniciado uma nova era no diagnóstico cardíaco.
 

O Centro Hospitalar Alto Ave (Hospital de Guimarães), o Centro Hospitalar do Porto (Hospital Geral de Santo António) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) são os primeiros centros a colocarem este novo sistema de monitorização de arritmias cardíacas.
 

Apesar de ser significativamente mais pequeno comparativamente com os dispositivos atualmente disponíveis, o novo dispositivo permite uma monitorização contínua durante três anos. Este é disponibilizado com um sistema monitorização remota (wireless) que permite uma avaliação à distância do aparelho e possibilita o envio de notificações perante a presença de determinadas arritmias cardíacas, refere o comunicado de imprensa enviado à Alert.
 

O novo dispositivo é implantado debaixo da pele através de uma pequena incisão de menos de 1 cm no lado superior esquerdo do tórax e, quando implantado, é frequentemente quase impercetível a olho nu.
 

“Este dispositivo cardíaco está indicado nalguns doentes com síncope (“desmaio”) ou palpitações, de modo a correlacionar os sintomas com a presença (ou ausência) de arritmias cardíacas, permitindo um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais específico de eventuais alterações do ritmo cardíaco”, refere a cardiologista e secretária-geral da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), Katya Reis Santos.
 

De acordo com o mesmo comunicado, “a síncope é uma perda de consciência resultante de uma diminuição da circulação sanguínea cerebral global e transitória. Carateriza-se por um início súbito, curta duração e recuperação completa e espontânea. Estima-se que nos indivíduos que atingem os 70 anos a sua prevalência seja de 42% e é responsável por 1% das idas às urgências hospitalares. Existem dois picos para a ocorrência do primeiro episódio, um primeiro em torno dos 15 anos e outro acima dos 65.”
 

Por outro lado, as palpitações são uma perceção incómoda do batimento cardíaco (demasiado rápido, demasiado forte ou irregular) sendo uma queixa muito frequente na prática clínica. Estas podem ser o resultado de uma arritmia cardíaca ou traduzir um aumento da frequência cardíaca em resposta a uma situação não cardíaca (p. ex. ansiedade ou anemia).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.