Molécula natural pode ajudar a tratar diabetes tipo 2

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

15 maio 2014
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Investigadores canadianos descobriram uma molécula natural que pode ser utilizada para tratar a resistência à insulina e a diabetes tipo 2. O estudo publicado na “Nature Medicine” refere que a molécula, um derivado dos ácidos gordos ómega-3, mimetiza alguns dos efeitos da prática do exercício físico na regulação da glucose no sangue.
 

Já há algum tempo que a comunidade científica constatou que os ácidos gordos ómega-3 podem ajudar a reduzir a resistência à insulina causada por uma dieta rica em gordura saturada. Estudos anteriores conduzidos pelos investigadores da Universidade de Laval, no Canadá, tinham associado estes efeitos a um lípido denominado por D1.
 

Agora neste estudo a mesma equipa de investigadores descobriu que uma outra molécula da mesma família, a protectina DX (PDX, sigla em inglês) despoleta a produção e libertação da interleucina-6 (IL-6) nas células dos músculos, uma resposta que também ocorre durante a prática de exercício físico.
 

O líder do estudo, André Marette, explicou que a IL-6 controla os níveis de glucose na corrente sanguínea através de duas formas: informando o fígado para reduzir a produção de glucose e atuando diretamente nos músculos de forma a aumentar o consumo de glucose.
 

De forma a demonstrarem a associação entre a IL-6 e a PDX, os investigadores utilizaram ratinhos que não expressavam a IL-6. Foi verificado que a PDX tinha pouco efeito no controlo da glucose nestes animais. Estudos realizados em ratinhos obesos e diabéticos apuraram que a PDX melhorava bastante a resposta à insulina.
 

“O mecanismo de ação da PDX representa assim uma nova estratégia terapêutica para melhorar o controlo da glucose. A sua eficácia é comparável à ação de determinados fármacos atualmente prescritos no controlo da glicémia”, disse o investigador.
 

Apesar de o PDX parecer mimetizar o efeito do exercício físico através da produção da IL-6 nos músculos, André Marette defende que este não substitui a sua prática. O investigador defende que a atividade física tem benefícios cardiovasculares e outros hormonais que vão muito para além dos efeitos metabólicos nos músculos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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