Molécula envolvida em doença parasitária associada a cancro da bexiga e infertilidade

Estudo publicado na revista “Plos One”

03 junho 2014
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Investigadores, entre os quais portugueses, participaram num estudo que relacionou a presença de um tipo de moléculas, os catecois, em doentes de esquistossomose, com a possibilidade de desenvolverem cancro de bexiga e infertilidade, dá conta um estudo publicado na revista “Plos One”.
 

Mónica Botelho, cientista do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, no Porto, revelou à agência Lusa que a conclusão deste trabalho se refere "à presença e tipo de moléculas que são eletrofílicas, ou seja, têm a capacidade de se ligarem a bases de ADN e provocarem lesões" que, se não forem reparadas, podem levar a mutações associadas ao cancro ou à infertilidade.
 

"Queríamos tentar encontrar um bom marcador de prognóstico, porque o diagnóstico podemos fazê-lo facilmente", referiu a investigadora, acrescentando que o próximo passo é perceber se, ao encontrar estas moléculas que provêm do parasita, é possível usá-lo, "não tanto como diagnóstico, mas como prognóstico", através de uma análise à urina dos doentes.
 

Desta forma, os investigadores poderão tentar perceber se os indivíduos com mais ou menos quantidade destas moléculas do metabolismo dos estrógenos "estarão em risco acrescido de ter, por um lado, cancro de bexiga e, por outro, infertilidade", explicou Mónica Botelho.
 

A investigadora salientou que nem sempre os indivíduos infetados têm este marcador, mas ele só aparece em pessoas infetadas pelo parasita schistosoma.
 

Os investigadores vão utilizar o modelo da infeção por schistosoma para estudar o cancro da bexiga e a infertilidade. "Precisamos de bons modelos para estudar os mecanismos, a resposta a medicamentos, as vias de sinalização e este está a tornar-se um bom modelo para estudar cancro e infertilidade", referiu Mónica Botelho.
 

"O problema inicial surgiu quando percebemos que esta doença, a schistosomose, ou infeção pelo parasita do schistosoma, mais precisamente o hematobium, estaria, além de associado a cancro de bexiga, também associado à infertilidade em regiões onde é endémico", como Angola, explicou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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