Mofo no ar não está implicado na asma e alergia

Estudo difundido na revista “Indoor Air”

19 janeiro 2011
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Um estudo escandinavo mostrou, recentemente, não existir relação entre as concentrações de esporos de mofo no ar e o desenvolvimento de asma e alergias nas crianças.

 

Muitos estudos têm relacionado as concentrações de humidade dentro de edifícios e um aumento do risco dos efeitos para a saúde, tais como sintomas respiratórios, asma e alergias em adultos e crianças. No entanto, há um conhecimento limitado sobre os agentes no ar interior ou poeira responsáveis por esses efeitos na saúde Os poluentes biológicos, tais como fungos, têm sido sugeridos.

 

Neste novo estudo, a equipa, liderada por Jonas Holme, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, verificou não existir “qualquer relação entre as concentrações de esporos de mofo nos quartos analisados e a asma ou alergia das crianças"
Os resultados indicam que poderiam existir outros agentes em locais húmidos, além dos esporos de fungos, que causariam efeitos na saúde. Noutro artigo, que teve por base o mesmo estudo, a equipa aponta uma ligação entre os ftalatos e as reacções alérgicas entre as crianças.

 

"Devemos, agora, concentrar-nos mais sobre as relações entre a exposição química no ambiente interno e o desenvolvimento de asma e alergia, a fim de assegurar medidas adequadas e correctivas para reduzir os problemas nos ambientais interiores", observou Holme, citado pela revista “Indoor Air”.

 

Uma ligação também foi encontrada entre casas com um ou mais indicadores de humidade e tipos de ventilação, tipos de fundação e período de construção. Há mais casos de crescimento de fungos registados em casas sem ventilação ou ventilação natural, em comparação com casas com ventilação mecânica, e em casas com cave, quando comparadas com as que estão assentes no chão. Também foi registado um maior crescimento de mofo nas casas mais velhas, em comparação com as mais novas. "Essas observações não são particularmente surpreendentes, e suportam o facto de que a ventilação adequada reduz o risco de danos por humidade. Em casas mais velhas poderia ser útil uma actualização ou reabilitação das fundações e a criação de um isolamento térmico externo”, afirmou Holme.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Ótima matéria

Bem, tenho um filho e o mesmo vive com problemas respiratórios. Nos fundos de minha casa têm fungos relaciono isso a asma dele pois somente em períodos de umidade e presença de mofos que ele fica assim.

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