Modelos de tamanhos grandes podem mudar obsessão com magreza

Estudo publicado na revista científica "PLOS ONE"

12 novembro 2012
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Um estudo conduzido recentemente sugere que a obsessão de muitas mulheres relativamente a corpos magros poderia mudar se a publicidade exibisse mais modelos de tamanhos maiores.
 

Conduzido pela Durham University, no Reino Unido, em conjunto com a Newcastle University, também no Reino Unido, e com a VU University, na Holanda, o estudo, que é considerado preliminar, foi publicado na revista científica "PLOS ONE".
 

Os investigadores basearam a sua pesquisa em 100 mulheres, que demostravam uma forte preferência por tamanhos mais reduzidos, e às quais foram exibidas imagens de modelos de vários tamanhos. Foram escolhidas imagens retiradas de catálogos e concursos de beleza, de modelos de tamanhos pequenos e de tamanhos grandes, bem como de mulheres comuns em fatos de ginástica cinzentos.
 

Como resultado, as mulheres demonstraram uma menor preferência por corpos mais magros após terem sido expostas a fotografias de catálogos com modelos de tamanhos maiores. No entanto, ao serem expostas a modelos magros, as preferências tendiam para este tipo de tamanhos. Os efeitos mantinham-se quer as mulheres tivessem visto fotografias de mulheres comuns, quer de modelos de ambos os tamanhos.
 

O estudo debruçou-se também sobre a influência das associações positivas e negativas em relação ao peso. Ao serem expostas a imagens desejáveis de modelos de tamanhos grandes, combinadas com imagens de mulheres comuns magras, as mulheres deixaram de demonstrar preferência pela magreza.
 

Estes resultados vêm fornecer dados aos responsáveis pela elaboração das leis e fortalecem os apelos atuais de se “normalizar” os modelos femininos nos meios de comunicação social.
 

A Dra. Lynda Boothroyd, do Departamento de Psicologia da Durham University, e líder deste estudo defende que: “isto faz-nos realmente pensar sobre o poder da exposição a corpos extremamente magros. Está provado que o facto de se estar constantemente rodeada, através dos meios de comunicação social, de celebridades e modelos que são muito magros contribui para que as mulheres e raparigas desenvolvam uma atitude pouco saudável relativamente aos seus próprios corpos”.
 

A investigadora acrescenta ainda que “embora ainda não saibamos se um breve contacto com imagens de mulheres de tamanhos maiores irá mudar atitudes a longo prazo, os resultados que obtivemos indicarão, certamente, que o facto de se mostrar modelos mais “normais” poderia potencialmente reduzir a obsessão das mulheres com a magreza”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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