Modelo matemático prevê severidade da gripe sazonal

Estudo publicado no “PLoS Currents: Influenza”

14 dezembro 2010
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Investigadores do National Institutes of Health dos EUA desenvolveram um modelo estatístico capaz de prever o número de pessoas que irão ficar doentes devido à gripe sazonal, com base na análise dos vírus da gripe que circulam naquela estação, dá conta um estudo publicado na “PLoS Currents: Influenza”.

 

Tendo por base uma outra investigação que mostrou que a severidade das infecções causadas pelo vírus Influenza A estava relacionada com as alterações ou mutações sofridas em estações de gripe anteriores, este estudo avaliou a correlação entre essas mutações e a severidade do vírus influenza ocorridas entre 1993/1994 e 2008/2009.

 

A identificação das mutações do vírus foi conseguida através da análise genética da sequência de hemaglutininas (proteínas de superfície dos vírus) e dados sorológicos. O estudo focou-se no vírus influenza H3N2, uma estirpe do vírus responsável pela gripe sazonal mais severa entre os períodos inter-pandémicos.

 

Os investigadores, liderados por David Lipman, constataram que mais de 90% da variação da severidade da gripe, durante os períodos estudados, podem ser explicadas pelas mutações ocorridas nas hemaglutininas.

 

O estudo também avaliou se a sequência genética e os dados sorológicos dos vírus da gripe sazonal isolados do Hemisfério Sul estavam correlacionados com a gravidade da doença registada na estação de gripe seguinte no Hemisfério Norte. Os resultados mostraram que as previsões explicam 66% da variância na gravidade do Hemisfério Norte.

 

A capacidade de prever com precisão a severidade da gripe sugere que, com o auxílio de métodos de vigilância adequados, os investigadores poderão tomar decisões mais informadas no planeamento da gripe, nomeadamente na selecção das vacinas. Assim, na selecção de uma vacina para a próxima estação de gripe, seria útil saber que uma determinada estirpe do vírus, em circulação na actual estação, poderá provocar uma gripe mais severa do que as outras estirpes.

 

Edward Holmes da The Pennsylvania State University, especialista em evolução do vírus da gripe, e também um dos editores da “PLoS Currents: Influenza” referiu, em comunicado enviado à imprensa, que "este trabalho representa um importante passo na nossa capacidade de prever o comportamento da gripe e, simultaneamente, abre um novo campo de estudo".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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