Modelo matemático pode ajudar a combater coinfeções do VIH e tuberculose

Estudo da Universidade de Aveiro

23 dezembro 2015
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Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram um modelo matemático para ajudar a combater o vírus VIH e da tuberculose.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, algoritmo, que faz previsões sobre a influência dos tratamentos na evolução do estado de saúde dos pacientes, a médio e longo prazo, permite aos médicos traçar prioridades e decidir quem deve ser tratado, como e durante quanto tempo, de forma a reduzir ao mínimo o número dos coinfetados a desenvolver ativamente as duas doenças. 
 
O modelo, desenvolvido por Delfim Torres e Cristiana Silva, do Departamento de Matemática (DMat), divide a população em classes, de acordo com o estado de saúde de cada indivíduo relativamente à infeção pelo Mycobacterium tuberculosis, a bactéria causadora da maioria dos casos de tuberculose, e pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o qual, numa fase avançada da infeção, provoca a SIDA.
 
De acordo com Delfim Torres, o trabalho “para além de propor um modelo populacional para a coinfecção da Tuberculose-SIDA, aplica a teoria do controlo ótimo, de forma a determinar qual a fração de indivíduos coinfetados que deve fazer o tratamento para ambas as doenças ou apenas uma delas, considerando situações de escassez de meios para o tratamento de toda a população infetada”. 
 
Os matemáticos da UA garantem que as soluções encontradas pelo algoritmo podem auxiliar profissionais de saúde, na medida em que “ajustando o valor dos parâmetros que estão associados à transição dos indivíduos de umas classes para as outras a uma realidade concreta, podem-se de seguida fazer previsões sobre a evolução a médio e longo prazo”. 
 
O modelo do DMat pode fazer previsões sobre a influência do sucesso dos tratamentos no número de pessoas infetadas e que desenvolvem uma ou ambas doenças ativas e com isso reduzir-se o número de indivíduos que desenvolve SIDA e/ou tuberculose ativa com o mínimo de recursos possíveis.
 
Na construção do modelo matemático os investigadores da UA deram como assumido que os indivíduos com tuberculose ativa ou latente têm acesso ao tratamento. Quanto aos indivíduos infetados pelo VIH que iniciam o tratamento antirretroviral atempadamente, respeitando os protocolos de tratamento, o algoritmo de Delfim Torres e Cristiana Silva colocam-nos numa classe designada por crónica uma vez que, de acordo com a literatura médica, estas pessoas, após infeção, podem viver mais de 20 ou 30 anos, com uma qualidade de vida razoável e comparável à de outras doenças designadas crónicas. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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